quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Por que a Coca-Cola vicia?


Essa é a fotografia-campanha de NY contra os refrigerantes!

Como prometido na postagem anterior, aí estão as respostas.

Para começar gostaria de informar que este estudo foi apenas inicial, uma montagem de um projeto de pesquisa, pois ainda falta levá-lo até o Comitê de Ética da UnB para ele ser aprovado ou não, daí assim poderei realmente pesquisar a fundo, usando os cobaias para provar cientificamente.

Tudo o que for escrito foi encontrado em artigos já publicados e com muita revisão bibliográfica.

Infelizmente, de acordo com a teoria, a Coca-Cola vicia, pois 3 motivos, principais, claro:

Primeiro: A cafeína é considerada um psicoestimulante ou droga psicoativa. Ela age no sistema nervoso central (SNC), estimulando o SNS e aumentando a liberação e ação das catecolaminas e epinefrina, bloqueando os receptores de adenosina. Atua assim, no sistema dopaminérgico mesolímbico, associados ao desenvolvimento da farmacodependência. A sensibilização comportamental é uma característica comum das susbstâncias que causam dependência e resulta de adaptações neuroquímicas e moleculares do sistema dopaminérgico. E, a cafeína provoca o efeito de tolerância, pois maiores doses dessa substância têm de ser ingerida para obter o mesmo efeito. Podemos concluir que a cafeína presente na Coca-cola (42,8mg), não intoxica, mas vicia. Importante lembrar que o limite máximo de ingestão é de 150mg de cafeina por dia. 42,8mg são encontrados em 1 lata (330ml) de Coca.

Segundo: essa hipótese de dependência ainda está sendo estudada. Em 2002, Colantuoni e seus colaboradores submeteram ratos à ingestão de aúcar, em excesso, e os ratos apresentaram sinais comportamentais e neuroquímicos parecidos com a abstinência de opiáceos. Em 2005, Wideman, Nadzam e Murphy realizaram pesquisa semelhante e obtiveram os mesmos resultados. A explicação é que quando surge um estímulo de prazer e bem-estar, a dopamina penetra nos receptores do neurônio e transmite a sensação de prazer. A dopamina que sobra é reabsorvida e cessa a emissão dos sinais. Há uma maior repetição daquilo que te dar prazer. O limite aceitável de açúcar é no máximo 10% de calorias provenientes de açúcar por dia, ressalto,  POR DIA! De acordo com a tabela nutricional de 1 lata de Coca normal, a quantidade de calorias é de 143,2kcal e de açúcar é de 37,2g. Usando a quantidade de calorias de 1 lata, conclui que a quantidade de açúcar ingerida por 1 lata de Coca normal reoresenta 25%, REPITO, 25% do total de calorias. Bem maior que 10% não? Então considero isso um uso excessivo de açúcar. O doutor em cancerologia Ihasan Yossef Simaan alerta que o açúcar vicia mais que a cocaína e que enquanto essa leva à morte por overdose 6 a 8% dos usuários, o açúcar tem um percentual de 42%, sendo mortes por meio de hipertensão, cardiopatias, diabetes, obesidades.

Terceiro: os ingredientes na Coca ajudam, mas o que realmente influencia é a midia que ensina pessoas a idolatrarem a Coca. Thorndike formulou sua lei do efeito: o comportamento que conduz a um resultado satisfatório tende a ser repetido, enquanto, é improvável que o comportamento que conduz a um resultado insatisfatório seja repetido. A lei do efeito reafirma o que seria considerado como “senso comum”. O ambiente em que uma resposta ocorre, a própria resposta e a conseqüência são tudo o que é necessário para se entender o comportamento.

Fez-me lembrar na época da graduação que costumávamos jogar sinuca em um bar que ficava na esquina da minha casa. Um dia fiz um experimento: paguei uma Coca 600ml pra mim e meu colega. Uma semana depois paguei novamente. Na outra semana ele virou e disse nossa deu vontade de tomar uma coca, peraí vou pegar pra gente”. – relato de uma experiência que Felipe Epaminondas, mestre em psicologia e especialista em psicopatologia pela PUC-GO, professor do ILES/ULBRA de Itumbiara e da pós-graduação na PUC-GO. (Ele colocou essa influência psicologica na prática).

Para Fontenelle (2002), baseando-se no fetichismo da mercadoria de Marx, a importância da marca publicitária se dá devido ao “fetichismo das imagens”, ou seja, na maneira como a publicidade reveste os produtos de significações que alimentam “a perversão das relações humanas que passaram, num sistema de produção social mercantilizada, a ocorrer através das relações entre ‘coisas’”.


Isso foi comprovado pelos comerciais “Fábrica da felicidade” da Coca-Cola, que utilizou um mundo imaginário dentro da máquina de refrigerante, sendo preparada uma lata de Coca-Cola para o consumidor, após a inserção de uma moeda. Confirma-se então que a Coca-Cola não é consumida pelo produto em si, mas pelos significados que ela representa, apresentados em diversos comerciais – conforto em dias quentes, família e amigos reunidos, vida mais leve e alegre, mulheres bonitas e alucinações – urso dançando, trabalhadores numa máquina e etc.


Enfim, como falei, ainda está faltando comprovar na prática. Coisa que pretendo futuramente!

Para você, a Coca vicia ou não? Comente aí sua opinião e participe de uma das perguntas mais intrigantes da publicidade e saúde, especialmente!

Seja uma águia, e não uma vaquinha de presépio! Tenha opinião própria!

2 comentários:

  1. Parabéns! O texto está bem elaborado, e as informações são de grande valia.
    GRande abraço e muito sucesso!

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  2. Cara Renata,
    As informações que você nos oferece são importantes e pertinentes, pois "água parece que é coisa de outro planeta". não?
    Outro dia, em uma praça de alimentação de um shopping, em Londrina-Pr, cheguei a ficar abismado quando uma jovem pediu "ÁGUA" para fazer parte de sua refeição. "Quem nunca viu, estranha, não?"
    A título de colaboração, registro que, há algum tempo, postei duas matérias no saude-joni.blogspot.com que poderão lhe interessar: "Açucar vicia" e "Cafeinismo infantil". Quando quiser e puder, dê uma olhada.
    Parabéns pelo trabalho.
    Um abraço.
    Joni

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